Wendy Sulca, la ex-pequeña

Pra encerrar a semana com bom humor, o Alterlatinas segue  com linha “popstar latinos populares, bem populares”.

Hoje vamos  falara da pequeña Wendy Sulca. Esta peruana, que hoje não  é  tão  pequena assim, bombou na web  cantando  musicas com temas que realmente não  combinavam digamos, com assuntos infantis. Começou com ‘Cerveza‘ (tem outra que chama ‘La tetita’, pra ter uma idéia)…

Reparem que tudo foi gravado  no  quintal andino  de Wendy. Com direito a sampoña, lhamas, roupa típica andina…

Ela faz sucesso. Sério. Basta colocar no youtube e ver shows e entrevistas que a ex-pequeña Wendy faz pela América do  Sul.

 Hoje não  resisti e mostro  como  está Wendy. Perdeu o pudor de vez e canta…Madonna! Enjoy!

Logo  mais tem ‘Delfin , hasta el fiiiiiin’!

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Este Pacífico Mar?

 Por serem países que detém na pesca uma boa fatia da exportação, o  Chile e o  Peru mantém os olhos no Pacifico e na sua produtividade constantemente.

 Já foi bastante registrado o  problema , no  caso  do  Chile, das salmoneiras, que são  criadouros no  mar do salmão, principal espécie exportada. Os produtos químicos jogados na água para engordar os peixes e às áreas marinhas particulares fechadas para a criação são  os principais pontos de reclamação.

Assim como no Brasil com a carcinicultura, que usa os mangues ( áreas publicas… por enquanto)  como  área privada, contaminando  a água com os tanques de camarão, e que comumente recebem  financiamentos de banco  e inclusive incentivos do BNDES, o  Chile passa por um processo  de reavaliação  da distribuição de  acesso  a pesca.

 E lá, diferente do Brasil, existe um envolvimento grande da população  no que tange a discussão de distribuição de recursos.

Esta Campanha feita por um jornal, explicando a situação da pesca no  Chile, diz tudo. O título : “Algo cheira mal na pesca do  Chile”

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Coco, el Paragua

O sucesso mundial da cantora Rihanna, Umbrella, já rendeu boas versões. E na minha modesta opinião, até melhores do que a original (uma é a versão do The Baseballs, por exemplo).

Mas uso este gancho pra falar da irreverência  dos artistas latinos  populares. Assim como o tecnobrega no Brasil, com o  sucesso  pela internet e discos vendidos pelos  próprios artistas nos shows, existem figuras pra lá  de exóticas no  cenário  musical latino, que são consideradas  ‘cult’.

E eles têm espaço aqui no Alterlatinas. Afinal, é disso que falamos.

E hoje vamos começar com o fantástico Coco, el Paragua.

A graça, e a esperteza do nosso querido paraguaio,  que “cruzó la frontera y encontro uma vida nueva”  estão na versão reggeton da musica, na letra e na dancinha dele pelas ruas!

Pra começar, umbrella=paragua  em castelhano. E também Paragua= forma discriminatória de chamar os paraguaios fora de seu país.

E ele lamenta na música inteira que ele é discriminado  na Argentina, pra onde ele foi atrás de um amor.

Portanto, com vocês, Coco, el Paragua, que no es ningún Paragua.

 E fiquem atentos, que em breve teremos “La Pequeña Wendy” y o sucesso  monstruoso de “Delfin hasta el Fin”

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Arte de rua/ Por la calle

A arte de rua na America do  Sul é fascinante.

Partindo da minha terrinha, Chile, com os grande muralistas da década de 70, onde  conseguiram tornar um desejo  oprimido  em desenhos  de protestas. Lindos, coloridos, enormes.

E vale a  visita nas imagens do chileno  Marcelo  Gacitua http://www.flickr.com/photos/marcelogacitua

E ainda existe um bem em frente à casa metropolitana de Pablo Neruda, La Chascona.

Caminando un poco más, bem no Museu Malba  –  Museu de Arte  Latinoamericano de Buenos  Aires, na Argentina.www.malba.org.ar.

Por lá, no segundo andar, vale pena perder um bom tempo  com o  espaço dedicado a Alejandro  Xul Solar. Vi e virei  fã.

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Digam se não remete aOs Gemêos, do Brasil?

Mas o lugar mais empolgante para registrar imagens de arte de rua é  Valparaiso, no  Chile. Cidade litorânea, abrigou o que já foi um dos portos mais importantes da América, também é Patrimônio da Humanidade.

Algumas imagens aqui. No  próximo post conto como estas vielas íngremes inspiram poetas e compositores

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David Byrne, el amado

Texto publicado  no  Andina.net.br. Mas que tem tudo a ver com as “vias alterlatinas”, certo? Aprovechen!

No dia 17 de julho  participei de uma das discussões  mais bacanas  sobre urbanismo, direito de ir e vir, uso  público e privado, calçadas, ciclovias, carros,e tudo  mais.

Recebi o convite do Instituto Parada Vital para mediar o ‘Fórum Cidades, Bicicletas e o Futuro da Mobilidade’, uma a conversa a evoluir, no  Sesc  Pinheiros, em São Paulo .

Era uma iniciava de ninguém mais, ninguém menos que o multiartista e maravilhoso David Byrne.

Além de lançar um livro delicioso relatando sua paixão de ver as cidades a bordo de uma bike, ele é profundamente interessado na cultura e história de cada lugar que tem contato.

Isso  o incentivou a se ruma espécie de cicloativista, mas com a pretensão de discutir desde o  uso público de áreas de maneira mais sustentável  ( ou óbvia, dependendo  do ponto de vista).

Nos últimos anos tive contato a opções muito diferentes da América do Sul. Muitas são filhotes das idéias aplicadas pelo grande urbanista e prefeito várias vezes da cidade modelo  no  Brasil, Curitiba, Jaime Lerner.

Tive a oportunidade de entrevista o ex-prefeito de Bogotá, o colombiano  Enrique Peñalosa, hoje candidato  novamente, mas que  percorre o  mundo  como consultor em urbanismo  apresentado a solução a bem sucedida na capital colombiana, do TransBus.

Enrique já pedalou muito com Byrne. E eles têm tudo a ver. Olha eles aqui :

Pelas ruas de Santiago, no  Chile, mesmo sem ciclovias, lembro-me muito  bem de fazer tudo na bike.E suamos muito  aquele bikes de aro fino, de corrida. Terrenos plano, pode-se usar  a rua ou a calçada. Não é o ideal. E no centro é impossível. Mas as pessoas usam pouco  as ruas. Tenho  uma impressão  que na minha capital o  pessoal gosta me só de ficar dentro de casa.

Já em Buenos Aires, uma cidade boêmia, onde tudo é a rua, nesta ultima visita em junho de 2011 já pude ver a expansão  promovida pelo  prefeito  Macri, de ciclovias muitos  boas  em grande avenidas. Fazia muito frio, mas muita gente usando. Também um terreno plano, destaco.

Olhem algumas ciclovias em Buenos Aires:

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O vídeo  com o  debate com David Byrne está disponível no  youtube. Vale apena acompanhar até o  fim. E comente!

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Subiendo la Bilirrubina de sudamerica, Juan Luis Guerra é o nosso Paul McCartney

Por Pauli Chamorro

O dominicano Juan Luis Guerra é o Paul McCartney latino. Ponto. Pelo menos assim é considerado pela grande crítica de música latina, tirando o Brasil, por supuesto.
A consagração veio mais uma vez na ultima edição do Grammy Latino de 2010, quando o cantor e compositor abocanhou 4 prêmios, entre eles os principais da noite: “Melhor álbum do ano” e “Melhor álbum tropical contemporâneo”, ambos com A Son de Guerra.

O grandão Juan Luis Guerra é carismático, inteligente e influente em ações sociais por toda América hispana. Ele foi o primeiro a juntar artistas para doações e shows em prol do povo do Haiti pós terremoto, por exemplo. O que o espanhol Alejandro Sanz, parceiro dele neste trabalho, chama de “Máfia da solidariedade”.

Juan Luis Guerra está no coração de toda família latina. Quem tem por volta de 30 anos pra cima lembra do estrondo, do abalo das estruturas, quando começaram a tocar nas rádios o fantástico disco Bachata Rosa, quando ele ainda assinava Juan Luis Guerra Y los 4:40. Simplesmente arrebatou todo mundo. Tocava o disco inteiro em absolutamente todos os lugares. De lá saíram musicas que são hoje programação obrigatória em qualquer festinha de família em qualquer canto latinoamericano.

Da turma sudaca, quem nunca dançou “La bilirrubina” em qualquer festa dessas?
No Brasil o Bachata Rosa também teve ecos. “Quem dera ser um peixe…” na voz de Fagner, te lembra alguma coisa?

Ele é considerado o Paul McCartney, por que além de sucessos imediatos, consegue tirar letras engajadas, românticas, atuais, sem perder o ritmo original e envolvente.
Um exemplo disso é a excelente Carta de Amor, do Bachata Rosa. Ele praticamente lê uma carta de amor, com a gramática corretíssima.

Do mesmo disco, veja aqui uma apresentação no Festival de Viña del Mar, no Chile, com a música ‘A pedir su mano’.

O último sucesso de Juan Luis Guerra no Brasil foi impulsionado pela novela Viver a Vida, ‘La LLave de mi Corazón’.

Texto originalmente publicado no Blog Eldorado Fm

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Fuego, y no lo dejes apagar!

 Bomba Estéreo!

por Pauli Chamorro

Os colombianos do Bomba Estéreo passaram em outubro de 2010 por São Paulo .Vinham de shows em Salvador, São José dos Pinhais (!) e do SWU – aliás com boas críticas – os vocais ágeis e originais de Liliana Soumet, com rimas invocadas e provocativas, arrasaram o público do Sesc Pompéia, encantado com o estilo soundsystem by sudacas.

Longe de seguir a típica linha reggaeton, o Bomba Estéreo mixa temas da champeta (estilo musical africano, totalmente adaptado à musica popular colombiana) e da cumbia, entre outros estilos, além de uma simpática guitarra caribenha. Dá a sensação que beira o tecnobrega.

 Talvez seja a guitarra mesmo. Mas a combinação inusitada fez o Bomba Estéreo fugir dos clichês e agradar ouvidos brasileiros. O MC BNegão subiu no palco para emendar rimas numa versão castelhano-brazuca-gringa de “Pum up the Jam”, clássico dos anos 90 do Technotronic. Estranho? Mas ficou muito bom! Desculpe o clichê, mas a banda tem tudo para bombar nas estéreos do Brasil, com esta delícia de indefinição: é hip hop, reggaeton, eletrônico, cumbia ou champeta?

É uma mistura muita louca, isso sim!

Para conhecer mais o trabalho do Bomba Estéreo, clique aqui e ouça “La Boquilla”

Veja também o clipe da música “Fuego” que ‘incendiou’ o Sesc,

Texto originalmente feito  para o  blog Eldorado FM.

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